Domingo, 25 de Junho de 2006

Castelo de Moura

CASTELO DE         MOURA

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Grande castelo encavalitado no cimo de uma colina de onde domina com a sua altas e fortes muralhas toa uma paisagem sem fim.moura3.jpg (6276 bytes)moura2.jpg (6987 bytes)

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(Manuel Seleiro)

Moura fica, como Serpa, além Guadiana, e dista desta vila uns vinte quilómetros em nor-nordeste. A relativa proximidade e a semelhança de situação contribuíram para que a história das duas vilas se desenvolvesse por muitas vezes paralelamente. Tal como Serpa, Moura mergulha em remoto passado pré histórico as raízes do seu prístino povoamento; como ela, esteve sob ocupação romana, e acompanhou-a nas vicissitudes, do fluxo e refluxo das invasões anteriores e posteriores ao domínio romano, bem como na evolução cronológica da sua definitiva incorporação em Portugal, mas divergiu então dessa sua parceria, não só em ter tido organização municipal um tanto mais cedo, pois recebeu de D. Afonso III o seu primeiro foral, mas também em que os sucessos da sua primitiva conquista portuguesa, a de 1166, vieram a ser tradicionalmente coloridos por uma lenda, originada porventura na verdade histórica dum assalto por surpresa, mas que o tempo revestiu de romantismo, enxertando nela o lendário romance de certa moura, que se diz chamar-se Saluquia, ser filha do governador muçulmano da região e estar noiva de um jovem que aquele nomeara alcaide do castelo e cuja próxima chegada ela aguardava, debruçada do alto duma das torres. Entretanto, porém, os portugueses, que sigilosamente se encaminhavam à conquista da povoação, assaltassem no caminho a cavalgada do jovem mouro, mataram todos os seus componentes e vestiram-se com os trajes deles, conseguindo por meio deste ardil que lhes franqueassem pronta entrada na povoação. À vista do logro em que caíra, Saluquia lançou-se do alto da torre onde se achava, para fugir ao iminente cativeiro e acompanhar na morte o perdido noivo.

         Por ocasião da crise dinástica subsequente à morte de D. Fernando a população de Moura, subjugada por um alcaide adversário do movimento nacional do Mestre de Avis, só pode manifestar o seu impulso patriótico depois de libertada daquela coacção pelo resultado da batalha de Aljubarrota. Nos tempos modernos, o paralelismo histório das duas vilas ressurgiu, quer em vicissitudes dos tempos da Restauração, quer nas da Guerra da Sucessão,

         Moura, foi desde muito cedo, talvez mesmo desde a época romana, uma povoação fortificada. Do construção árabe o pouco que resta testemunha tê-lo sido nos séculos do domínio muçulmano; mas quando D. Dinis consagrou a Serpa cuidados de reconstrução fortificadora, igualmente o fez quanto a Moura, devendo datar desta reconstrução o amplo conjunto que D. Manuel, tendo dado à vila o foral novo, mandou reparar. A avaliar pelo desenho então feito por Duarte d´Armas no seu Livro das Fortalezas, compunha-se dum castelo com alterosa torre de menagem, erguida no terreiro defendido por muralha fortemente torreada, tal como o de Serpa, mas sendo de maiores dimensões os torreões dos ângulos; porém, a muralha de defesa da primitiva vila era menos ampla e não dupla.

         No decurso da Guerra da Restauração, as velhas fortificações foram reforçadas por algumas abaluartadas, no estilo novo, o da época.

         De tudo isso restam panos de muralha mal conservados, mas a torre de menagem ergue-se ainda, altaneira; e tudo quanto perdura, enegrecido embora, recorda um passado de luta, e, dum modo geral, o culto da Pátria.

publicado por tradicional às 15:15
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